Arquivo de Agosto, 2014

Papeis e funções do síndico

Papeis e funções do síndico

Condomínios essencialmente são locais compartilhados entre proprietários com área comum garantida e segura, particular. Pensando neste aspecto é inevitável idealizar a figura de um gestor para o bom andamento do local. Esta figura é representada na figura do síndico. Na sequencia do texto alguns aspectos e funções exercidas por este profissional.

É notável que o síndico exerça uma função indispensável para o bom funcionamento de um condomínio. Em conjunto com a administradora de condomínios, seu papel fundamental é fiscalizar o cumprimento de regras condominiais e aspectos que digam respeito ao ambiente compartilhado.

Assumida importância, é interessante notar aspectos paradoxais nas relações. A convivência e o trabalho podem ser realizados, por vezes, com tranquilidade e harmonia com os moradores. Outras vezes, porém é comum certas relações conflitantes. Seja por atritos na função de fazer cumprir regras ou casos mais específicos como crimes, etc.

Em grandes cidades, como São Paulo, existem condomínios de proporções enormes. Exemplos não faltam. Por vezes o papel de um síndico se revela como um prefeito de uma cidade, auxiliando na organização de projetos de melhorias, bem como, planejamento de assembleias, atas, reformas, etc. Alguns condomínios podem ter números elevados de moradores.

Síndicos omissos são responsáveis por problemas terríveis. A falta de manutenção, assim como fiscalização pode gerar tragédias. Desabamentos e até mortes. É essencial o bom trabalho de uma administradora de condomínios e um bom síndico atuante.

 

Síndico e a lei. Atribuições

 

  • Podemos listar algumas atividades chaves dos síndicos. Entre elas estão:
  • Convocar assembleias
  • Representação do todo
  • Cumprir e fiscalizar o regulamento interno
  • Fiscalizar e zelar áreas de interesses compartilhados
  • Seguro edificação
  • Elaborar orçamento
  • Cobrar adequadamente os condôminos as taxas
  • Prestação de contas

Representação em juízo e responsabilidade por toda documentação, assim como contratos e contratações de serviços especializados ou necessários.

A administração extraordinária em as contas podem ser funções atribuídas e executada pela administradora de condomínios em uma relação de confiança mutua para o bom funcionamento do organismo condominial como um todo.

Entenda o novo plano diretor de São Paulo

Plano diretor São Paulo

Compreenda as interessantes alterações na maior cidade da América Latina com o novo plano de crescimento.

Cinza e caos são palavras que podem ser utilizadas para retratar a cidade de São Paulo. O Plano diretor estratégico (PDE) foi reformulado pela atual gestão da prefeitura de Fernando Haddad, PT. A intenção é traçar um controle e metas de desenvolvimento ordenado. O texto a seguir aborda o tema para melhor compreensão.

Um tema discutido amplamente pelo novo plano diretor é a verticalização ordenada da cidade. Uma das ideias centrais usa como slogan a “cidade compacta”. A intenção é ordenar e incentivar crescimento vertical em regiões corretas e controlar em outras áreas especiais.

Sobre condomínios, as vagas nas garagens serão limitadas. Outro ponto a se atentar será que aonde tiver uma fachada com estabelecimentos comerciais, estes empreendimentos receberão incentivos da prefeitura. As propostas no campo privado podem ser estudadas por administradoras de condomínio e pelos próprios moradores.

Cota de solidariedade

Outro aspecto interessante presente no novo plano diretor é a cota de solidariedade. Ela se baseia em uma ideia presente já em diversas cidades como Nova Iorque. Empreendimentos de grande porte (acima de 20000 m²) precisarão destinar 10% do imóvel, ou outra área equivalente na região, para construção de moradias com interesse social.

Esta medida busca igualdade em condições desiguais de renda para habitantes da cidade. Resultado também será a contenção do crescimento horizontal e a busca da ideia de cidade compacta.

A verticalização correta

Normalmente, a ideia de verticalizar a cidade é combatida por receio do acumulo de habitantes, e como consequência, aumento do transito.

É importante, em contraposição, pensar que a questão não é tão simples. Se controlada, a verticalização realizada em locais corretos pode desafogar o transito. Este ponto funciona quando pensamos em um projeto intercalado com o transporte público da metrópole.

Já em bairros distantes, o novo plano diretor estratégico prevê controle da altura dos edifícios. Esta medida visa conservar bairros distantes e evitar excessos e trânsitos caóticos. Repensar a cidade é algo que se mostrou necessário e enfim foi realizado.

Zonas rurais

Outra medida interessante é a que resgata as zonas rurais da capital paulista. Extintas em 2002 pela ex-prefeita Marta Suplicy, PT, o novo plano resgata essas áreas e incentiva a agricultura familiar em bairros mais isolados do extremo sul da capital.

O plano visa proteger 25% do território do município e criar emprego, renda e turismo rural nestas áreas.

Dicas muito úteis para economizar água

Dicas para economizar água

A capital paulista vive o pior problema de abastecimento de águas em sua história. A cidade cresceu demais e a falta de planejamento para suprir a necessidade de toda essa população culminou na seca total do maior sistema de águas da cidade: o Sistema Cantareira.

Como o assunto é delicado, não basta apenas apontar a omissão governista. A colaboração é essencial para a manutenção dos mananciais. O uso consciente da água é um ponto importante para todos os cidadãos, não apenas da cidade, mas de todo o globo, visto que o recurso é esgotável.

O desperdício deve ser combatido, e em grandes cidades, condomínios também possuem responsabilidade pela grande quantidade de água. Uma administradora de condomínios deve estar atenta para aspectos de economia de água e boa manutenção, gestão do recurso.

A seguir alguns pontos importantes a respeito do consumo consciente da água.

 

4 dicas para uso correto da água:

  1. Atenção no banheiro: Vazamentos devem ser combatidos e os mecanismos regulados. Uma descarga, por exemplo, gasta em média 10 litros de água. Quando defeituosa, o número pode subir para 30 litros!
  2. Reciclagem na lavanderia: A água utilizada para lavar roupas em máquinas ou de molho, pode ser reutilizada para lavar o quinta, ou outra área que necessite de tal limpeza. Dê preferencia à vassoura na impossibilidade de utilizar água de reuso.
  3. Lavar o carro?: Evite. Em tempos de estiagem procure economizar nas lavagens ao carro. Se a situação estiver complicada, nunca use mangueiras para tal. A economia ao utilizar baldes pode chegar à 500 litros!
  4. Piscina em condomínios: Procure a administradora de condomínios para manter a piscina fechada. Evitar à evaporação e manter a água limpa evita a necessidade contínua de encher.

Agora coloquem em prática estas ações e busque sempre se informar sobre como ajudar na utilização responsável da água. Alguns ambientes mais sujos, porém com consciência limpa. Fazer a parte sobre um problema que atinge a todos é cidadania.

A importância de uma segurança eficaz em condomínios

Segurança no condomínioImplicações de atitudes a serem tomadas para a eficácia da segurança em áreas comuns de condomínios. Entenda mais!

A união de propriedades em um espaço de exercício comum pode ser classificada como uma organização condominial. A área comum geralmente tem seu acesso realizado de forma controlada aonde apenas os moradores tenham possibilidade de transito. A busca pela tranquilidade e segurança, entre outros interesses comuns, devem ser defendidos e preservados pelos interessados.

A manutenção da segurança, limpeza e conservação geral dos espaços comuns devem ser realizadas de maneira compartilhada com trabalho de gestão e mediação de um síndico, geralmente eleito, que fica a encargo de decisões administrativas. A alternativa mais viável para melhor organização e modelos sustentáveis de gestão em grandes condomínios está em encargo de uma administradora de condomínios terceirizada.

A segurança passa desde edificações seguras e bem cercadas, iluminadas à funcionários dedicados à manutenção deste foco. Porteiros e seguranças privados podem realizar o trabalho de ronda dependendo do tamanho da área do local.

É possível pensar em alguns padrões de segurança indicados pelas polícias militares:

  • Barreiras físicas: Estruturas como muros, cercas, guaritas e cancelas
  • Iluminação: Fundamental para a eficácia da segurança em áreas comuns. Holofotes, luzes espalhadas, sensores de presença e luzes automáticas ao escurecer do dia
  • Sistema de câmeras: Sistema integrado vigiado geralmente por uma guarita central de segurança
  • Alarmes: Conjunto de sistemas sonoros que podem disparar sinais à policia local. Alarmes de presença, botões de pânico, entre outros artifícios.
  • Cercas eletrificadas: Auxilia na prevenção contra invasões possível pelas cercas e muros.
  • Acesso controlado: Identificação de moradores e carros através de sistemas diversos de reconhecimento de moradores e visitantes

Tais atitudes de prevenção e combate à problemas na segurança devem ser claros e bem fixados para a harmonia do conjunto condominial. O conselho dos condôminos podem realizar assembleias para decisões e esclarecimentos junto às questões de segurança e junto à administradora de condomínios responsável para manter ciência e aplicar as decisões de maneira conjunta e segura.

O conhecimento de legislação e o profissionalismo do corpo de trabalhadores são essenciais. Equipamentos de segurança, acesso e comunicação sempre atualizados e com manutenção em dia conferem a segurança essencial das áreas comuns bem como as privativas.

Garagens

Um dos pontos de principal atenção relativo à segurança de um condomínio é o que diz respeito à garagens e acessos de veículos. A indicação mais precisa é a utilização de sistema de eclusas que consiste em duas cancelas para verificação de um profissional de segurança no acesso controlado.

O controle pode ser automático acionado pelo próprio morador através de um controle remoto ou por um profissional garagista com visualização por espelhos e controle das cancelas de segurança. Sobre entrega de materiais e mudanças a fiscalização deve ser intensiva e ser aplicada com horários e identificações precisas e rígidas.

Vazamento no vizinho: como o síndico deve proceder?

Vazamento no vizinho. Como proceder?

Problemas de infiltrações e vazamentos costumam causar muita confusão em condomínios, mas como se deve lidar com esse tipo de problema? O síndico tem algum papel a desempenhar caso haja vazamento entre dois apartamentos vizinhos?

A grande maioria dos condomínios possui duas redes de distribuição de água: a rede vertical, que conduz água e esgoto por todos os andares, e a rede horizontal, que comporta os canos que servem às unidades, recebendo água da rede vertical e conduzindo esgoto para a mesma. A rede vertical é de uso comum e, portanto, de total responsabilidade do condomínio – inclusive para obras realizadas nos apartamentos, em virtude de problemas nesta rede. A rede horizontal, por sua vez, é de uso particular e os condôminos ficam responsáveis pelos reparos e danos aí ocorridos.

O síndico de um condomínio só tem responsabilidade sobre vazamentos da rede vertical. Nesses casos, cabe a ele o encaminhamento dos laudos técnicos, dos orçamentos e da realização das obras, com a verba do condomínio, devidamente acordada entre os residentes. Esses procedimentos devem estar previstos no estatuto do condomínio, com detalhes de seu processo de execução.

Todavia, na maioria dos casos em que há vazamentos e infiltrações entre apartamentos vizinhos, trata-se de problemas na rede horizontal. O condômino prejudicado costuma procurar o síndico para resolver a questão. Nesse caso, como não cabe ao síndico a responsabilidade, a principal orientação é de que os moradores envolvidos tentem resolver a questão de maneira amigável entre si. Caso o vizinho não demonstre boa vontade, ou se recuse a efetuar os reparos, recomenda-se então formalizar o comunicado através de uma notificação em duas vias impressas. Deve-se pedir que a parte notificada assine uma das vias, mostrando que está ciente do problema.

Caso o problema persista, e o vizinho que mora no apartamento onde o problema se encontra se recuse a tomar as providências necessárias, a parte prejudicada pode entrar com uma ação no Juizado Especial Cível. A Justiça garante a obtenção de uma liminar para efetuar os reparos, além de possível indenização. Nesses casos que vão parar na Justiça, normalmente se solicita a presença de um perito para avaliar se o vazamento ou infiltração foi mesmo decorrente do apartamento responsabilizado. Comprovado o fato, dificilmente o juiz se pronunciará contrário à indenização.

O síndico não tem obrigação de se envolver nesses casos, mas poderá agir como intermediador entre as partes, favorecendo a uma solução amigável e justa. Afinal, a manutenção da harmonia é fundamental para a qualidade de vida de todos os condôminos.