Arquivo de Janeiro, 2015

Erros comuns em assembleias

Geralmente os moradores de condomínio tem aversão a assembleias, o que causa muitas ausências e omissões em relação a assuntos importantes para a localidade. Visto como sinônimo de brigas, discussões e dor de cabeça, esses encontros são motivados pela necessidade de resolução de problemas.
Todavia, muitos problemas acontecem na condução das assembleias, e isso prejudica muito o resultado geral. Separamos os principais erros que acontecem. É uma forma de você analisar a assembleia do seu condomínio e perceber se existem coisas que podem ser melhoradas juntos a administradora de condomínio.

 

Erros comuns em assembleias

 

1 – Assuntos que não estão na pauta são discutidos
Na intenção de aproveitar a presença de todos, muitos assuntos que não estavam previstos na pauta acabam sendo levantados. Isso gera descontentamento porque a assembleia se prolonga por mais tempo, além de diminuir o espaço para a resolução das prioridades que motivaram a reunião. Perde-se o foco e os problemas são postergados.

2 – Falta de conhecimento dos assuntos levantados
Muitas vezes inicia-se o debate de algum assunto, mas os principais detalhes e motivações não são do conhecimento dos moradores e/ou do síndico. Com isso, não se dá a devida atenção ao problema ou perde-se a oportunidade de resolvê-lo da melhor forma.

3 – Assuntos debatidos em outras reuniões entram na pauta
Um problema muito comum é que, em algumas situações, alguns assuntos que já foram debatidos voltam à tona. Muitos condôminos mal informados ou indignados com coisas que já foram debatidas e resolvidas tentam mudar o foco da assembleia. O ideal é manter a pauta e excluir todas as investidas de moradores ou mesmo do síndico que possam desvirtuar o encontro.

4 – A assembleia termina e muitas dúvidas ficam no ar
O síndico não consegue finalizar a pauta e muitas dúvidas em aberto, gerando insatisfação e informações desencontradas. Muitas discussões se perdem porque não há a capacidade de condução da assembleia.

5 – Condôminos inadimplentes votam
Um erro que gera graves problemas é que em muitas assembleias, condôminos inadimplentes têm o direito de votar. Esse é um problema grave e que gera muita insatisfação, pois quem está em atraso com as obrigações condominiais não deveria ter poder de voto e decisão.

6 – As formalidades são esquecidas
Um erro comum e que gera muitos problemas é que em muitas assembleias esquecem de recolher a assinatura dos presentes ou, ainda, não registram no livro Ata as decisões da Assembleia.

Qual o papel de um subsíndico?

Se você perguntar pra algumas pessoas, a maioria delas não sabe nem qual o papel de um síndico, quem dirá então de um subsíndico. E você? Sabe qual são as obrigações deste profissional que atua no seu condomínio?

Imagine um avião e o seu piloto, aquele que é responsável por conduzir as coisas. O subsíndico seria o copiloto da aeronave.
O condomínio é um espaço muito grande e complexo; não é tarefa para apenas uma pessoa resolver sozinha. Por isso, é preciso contratar auxiliares que serão responsáveis por exercer funções importantes e complementares as do síndico.

 


Qual o papel de um subsindico
Não se trata de um cargo ou função prevista em lei. Ela é definida em convenção e não há hierarquia entre síndico, subsíndico e conselheiros, ou seja, o subsíndico não é subordinado ao síndico, mas sim ao condomínio.
O subsíndico deve ser uma figura sempre presente no dia a dia; deve dar suporte ao síndico, ajudando-o na realização de funções e substituindo-o quando houver necessidade.
Mas como isso acontece na prática?
Isso varia de condomínio pra condomínio. Veja algumas situações:

– O subsíndico tem funções definidas e complementa o trabalho do síndico;

– O subsíndico divide as mesmas funções com o síndico e o substitui em casos de necessidade, falta ao trabalho, doença ou óbito;

– Há condomínios com vários prédios e, em cada um, existe um subsíndico responsável pela administração, mas subordinado ao síndico. O subsíndico, em geral, não deve tomar decisões sem consultar o síndico, que definirá todas as questões em assembleia;

– O subsíndico tem que prestar contas de suas ações para a assembleia, que tem o poder de destituí-lo do cargo quando julgar necessário;

– Em geral, o mandato de um subsíndico dura dois anos e há possibilidade de reeleição;
– Geralmente o subsíndico não é remunerado. Todavia, se for decidido em assembleia, pode-se definir algum tipo de remuneração para ele;

– No caso de renúncia ou morte do síndico, é função do subsíndico convocar Assembleia para que seja realizada nova eleição para a definição de quem assumirá o cargo vago.

 

Quer saber mais sobre o subsíndico do seu condomínio? procure a administradora do condomínio e esclareça todas as suas dúvidas.

Coleta seletiva dentro de um condomínio

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Um dos pontos importantes que um condomínio precisa cuidar é a coleta seletiva de resíduos. Afinal, em tempos de sustentabilidade e consciência com o meio ambiente, atitudes simples podem fazer toda a diferença na conservação do planeta.
E se seu condomínio ainda não começou a cuidar dessa parte, separamos os principais passos para você dar o pontapé inicial nesse empreendimento.

1 – Prepare o terreno
Para começar o processo da coleta seletiva, é fundamental formar uma comissão de moradores para atuar no processo. Essa comissão deve ser definida numa assembleia, que também deve votar sobre a implantação da coleta.
Além disso, é importante adequar as instalações e dependências do condomínio para receber a coleta. E como esta será realizada? Será separado por material? Ou todos os recicláveis na mesma lixeira? Haverá funcionários para pegar o lixo nos apartamentos? Ou cada morador terá a obrigação de levar o lixo reciclável para a lixeira específica?

2 – Hora de motivas as pessoas
Trazer os moradores para o seu lado é a melhor forma de fazer com que a sua iniciativa dê certo. Por isso, você precisa conscientizá-los da importância de fazer a coleta seletiva. Envolva as pessoas em todas as ações e motive-as.
Invista na comunicação, converse calmamente com moradores, funcionários e síndicos. Treine os moradores e ensine-os a separar o lixo.
Torne visível a coleta e comunique a todos sobre as melhorias apresentadas pelo projeto.

3 – Para onde vai o lixo?
Você já preparou o espaço para a coleta de lixo e já conscientizou os moradores da importância dessa ação. Agora é hora de definir para onde vai todo o lixo recolhido. Procure a Prefeitura e verifique se ela recolhe os recicláveis. Faça parcerias com ONGs e defina a periodicidade do recolhimento. Todavia, se não houver um serviço oferecido pela Prefeitura e se não conseguir uma ONG para realizar o processo, a solução será contratar uma empresa privada para fazer o serviço. Será um gasto a mais para os moradores, mas os resultados positivos serão sentidos com o passar do tempo.

Procure a sua administradora do condomínio para obter ajuda nesse processo, e viva em um ambiente melhor.

Como deve ser feita a cobrança de inadimplentes

Como deve ser feita a cobranca de inadimplentes

Atrasar pagamentos é uma realidade que aflige muitos brasileiros. E, no contexto dos condomínios, esse é um problema muito comum e que muitas vezes gera muita dor de cabeça.
Seja aquele morador que já é famoso por atrasar o pagamento das cotas, ou mesmo aquele que passa por algum imprevisto em determinado mês, o constrangimento começa quando os demais moradores têm que arcar com os custos dos inadimplentes.
E você sabe das principais medidas legais que podem ser tomadas para resolver este tipo de problema?
Separamos alguns pontos importantes para te ajudar.

1 – Alguém para receber os pagamentos atrasados
Deve-se destacar uma pessoa, uma vez por mês, para receber o pagamento dos atrasados. Pode ser o síndico ou alguém da administradora do condomínio. Além disso, a assembleia deve definir possibilidades de parcelamento para dar opções na resolução deste problema.

2 – Juros
O Código Civil estipula multa de 2% ao mês para os inadimplentes, mas a assembleia pode definir os seus valores de consenso. Para que haja aprovação, é preciso a aprovação de dois terços dos condôminos.

3 – Cinco Cotas Condominiais
De acordo com o Código Civil, o condômino que frequentemente atrasa o pagamento de suas cotas pode, segundo aprovação de três quartos dos demais condôminos, ser penalizado de até cinco cotas condominiais.

4 – Protestos em cartório
Muitos estados possuem leis específicas que permitem que condôminos inadimplentes sejam protestados em cartório. Muitas vezes, essa ação resolve o problema; ele vem antes da cobrança judicial.

5 – Acordo extrajudicial
Para evitar os constrangimentos de uma ação judicial, os advogados dos condomínios e dos inadimplentes podem buscar acordos. Além disso, essa ação poupa tempo, dinheiro e problemas futuros.

6 – Execução
O síndico ou a administradora do condomínio deve buscar um advogado com experiência na área para realizar a execução judicial. Este, munido de todos os seus conhecimentos, fará todos os procedimentos cabíveis para a execução.

Uso incorreto de vagas de estacionamento

A garagem é um dos locais dos condomínios que gera as maiores brigas entre os moradores. Os constantes desencontros e utilizações indevidas abrem precedentes para que síndicos e condôminos busquem as soluções mais acertadas para uma boa convivência no local.

 

Uso incorreto de vagas de estacionamento

 

Problemas como dirigir em alta velocidade no estacionamento, buzina muito alta, utilização do espaço como depósito e a disputa pelas vagas sorteadas são os que mais atormentam a vida dos usuários.
E não podemos nos esquecer dos moradores que estacionam na vaga do outro ou, ainda, aqueles que não param de forma correta, deixando o espaço ao lado prejudicado, o que faz com que o usuário da vaga adjacente tenha pouco (ou nenhum) espaço para sequer abrir a porta.
Para te ajudar a resolver esse problema e dar subsídios para que você consiga convencer seus vizinhos a respeito do melhor uso da garagem, separamos alguns tópicos importantes. Vamos a eles!

 

1 – Parar fora da vaga
É comum presenciar vários carros parados fora da vaga impedindo a circulação dos outros carros. Em situações de emergência, isso se torna um verdadeiro caos, pois os moradores não conseguem sair com seus veículos para atendimento de doentes ou para resolver algum compromisso, por exemplo. E para que esse entrave comece a mudar, é preciso buscar a conscientização de todos os condôminos, através de conversas, campanhas, cartazes nos elevadores e pontos de grande circulação, além de debates nas assembleias. Mas se o problema persistir será necessário aplicas as multas e/ou advertências que estão contidas no Regimento Interno do seu condomínio.

 

2 – Mais de um veículo na vaga

Há casos em que encontramos um carro e uma moto em apenas uma vaga. Apesar de ser tolerado em alguns condomínios, em geral, isso prejudica as vagas adjacentes, a não ser que os espaços delimitados para cada condômino sejam grandes o suficiente para este tipo de utilização.
Todavia, considerando os problemas que podem ser gerados, sugere-se cumprir as medidas cabíveis que se encontram no Regimento Interno.

 

3 – Buzinas
Existem condomínios em que não há uma campainha ou dispositivo para que o portão da garagem seja aberto. A solução que muitos moradores encontram é buzinar até conseguir o seu objetivo. Isso gera um incômodo enorme tanto para os moradores do condomínio quanto para aqueles que moram nas residências adjacentes.
O ideal é um dispositivo de controle remoto para que o portão seja aberto. Buzinar para que o porteiro abra a porta, além de incomodar, pode colocar em risco a segurança de todo o condomínio, pois vários assaltos podem ser realizados através deste artifício.

 

4 – Estacionamento usado como depósito
Muito mais do que organização, usar a garagem como depósito de objetos é uma questão de falta de educação e desvalorização do espaço. Infelizmente isso é muito comum. Móveis usados, entulho e até combustível são encontrados nos estacionamentos e a melhor solução é orientar os funcionários a barrarem essa ação no momento em que ela acontecer. Todavia, nem sempre as pessoas colaboram e torna-se necessária a realização de uma assembleia para debate a respeito das medidas cabíveis para punir essas ações.

Caso não consiga resolver algum problema com um morador procure a administradora de condomínios para que seja esclarecida as regras de uso do estacionamento.

Regras de uso de um salão de festas

Regras de uso de um salao de festas

Sabemos que tudo precisa de regra, senão vira bagunça, concorda? E quando falamos de condomínios, as coisas tendem a ganhar uma complexidade impressionante. As convenções existem exatamente para formalizar posições que devem ser seguidas por todos os moradores. Imagine se cada um resolver utilizar as dependências do prédio onde mora da forma como julgar mais adequada.
Os salões de festa, em geral, são os espaços que mais geram reclamações e problemas para os síndicos e moradores. Mau uso do espaço, regras de difícil interpretação e que deixam brechas para ações oportunistas ou falta de interesse dos moradores pela utilização do local são alguns dos muitos problemas que comumente aparecem.
E para que você tenha noção de alguns temas recorrentes nos diversos condomínios no que se refere a salão de festas, separamos uma pequena lista, uma espécie de resumo de coisas que não podem ficar fora das regras de uso dos salões de festa. Mas não se esqueça de que cada condomínio tem as suas regras e que isto deve ser definido nas convenções.

1 – Qual o horário para o início e término da utilização do salão de festas? É preciso definir este ponto para que o som alto e a circulação de pessoas que entram e saem do espaço não incomodem aos moradores.

2 – Como deverá ser realizada a reserva do salão de festas? Será o síndico que realizará esta tarefa? O subsíndico? Haverá uma taxa para utilização? Cada morador terá direito ao uso do espaço quantas vezes por mês sem acréscimo do valor pago ao condomínio? Ou todas as vezes em que utilizar deverá pagar uma quantia estipulada?

3 – Em que condições de higiene e conservação o morador que utilizar o espaço deverá devolvê-lo? Ele será responsável pela limpeza do local? Ou será a equipe de serviços gerais que realizará a limpeza e manutenção do salão?

4 – No caso de haver a obrigação de pagar uma taxa específica para utilização do salão de festas, esse dinheiro arrecadado será utilizado em prol de que melhorias para o condomínio?

5 – E se houver algum dano ao salão de festas após uma utilização, quem pagará o conserto? A pessoa que utilizou o local? Todos os moradores?

6 – Haverá uma pessoa específica para cuidar do salão de festas? Será o síndico? O subsíndico?

Não fique com dúvidas entre em contato com a sua administradora de condomínios e faça o uso do salão de festa sem problemas posteriores.