Arquivo de Junho, 2015

Encontro de síndicos ADAPLAN

A ADAPLAN realizou nos dias 16 e 17 de junho um encontro com seus síndicos, onde o tema principal foram as obras e reformas no condomínio, bem como a manutenção e prevenção das áreas e equipamentos condominiais.

O evento contou a exposição de especialistas em administração de condomínio, sendo que o ponto alto foi a interação e troca de experiências entre os próprios síndicos.

Confira as fotos

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Estacionamento em condomínios: regras para motos e carros

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A vida no condomínio não é nada fácil, principalmente se regras importantes não são cumpridas ou nem existem. Conciliar o interesse de diferentes pessoas, com diferentes formações e hábitos diversos é uma das tarefas mais difíceis de serem colocadas em prática. E um dos grandes problemas que assolam a vida de moradores e síndicos são os estacionamentos.

Como lidar com carros e motos? Existe algo específico pra isso? E, melhor: há respeito dos moradores com as vagas dos vizinhos. Todos os prédios têm vagas para motocicletas? Os edifícios antigos contemplam espaço para motos ou, em muitos carros, existem adaptações do espaço para atender os diversos moradores?

O estacionamento é um local de uso comum e não há legislação específica para este local, o que gera conflitos e insatisfações. A única menção em relação a isso está no Código Civil, que somente estabelece que todo condômino tem direito a uma vaga para o seu veículo.

Mas as regras específicas de utilização devem ser definidas em assembleias e convenções. Além disso, o que mais se espera nesses casos é que haja bom senso. Porém, infelizmente, é a falta deste que gera os maiores problemas.

E foi pensando em esclarecer e sugerir mudanças, que separamos alguns tópicos para você analisar e levar para as convenções do seu condomínio, caso identifique alguns problemas. Tome nota!

 

A vaga do vizinho

Parece algo óbvio, mas é um problema muito comum: estacionar na vaga de outro condômino. Nunca pare na primeira vaga que encontrar e nem deixe, mesmo que seja por alguns minutos, o seu carro ou moto numa vaga que não te pertence. Independente dos seus motivos, procure utilizar somente o seu espaço.

 

Marcação de vaga não é uma mera linha pintada no chão

A linha que divide as vagas foi feita para que você estacione o seu veículo no espaço destinado a você. Ter o cuidado de estacionar nesse espaço e não invadir os espaços adjacentes vai evitar grandes problemas, além de diminuir o risco de seu vizinho bater a porta do veículo no seu carro ou moto, quando abri-la. Lembre-se: se a vaga é pequena, não é culpa de quem está estacionado ao seu lado.

 

Evite buzinar

Nos prédios em que não há portão eletrônico, é comum buzinar para que o porteiro abra a porta para você, que tem preguiça de sair do seu veículo para fazer este serviço. Esse tipo de situação incomoda bastante os moradores dos primeiros andares e também dos moradores de prédios e casas ao redor. Faça um esforço e evite buzinar.

 

Estacionamento não é depósito

Até existem alguns condomínio que têm convenções que permitem que seus moradores utilizem o estacionamento para outros fins. Todavia, em geral, isto é proibido. Existem casos de estacionamentos em que o morador, no lugar de um veículo, guarda bens pessoais, como móveis. Isso atinge diretamente a segurança do estacionamento. Além disso, pode prejudicar a estética, o trânsito no estacionamento, sem falar que seus bens podem ser furtados ou danificados.

 

Para cada vaga, um único veículo

Você já deve ter presenciado a cena de uma vaga de estacionamento com mais de um veículo, não é mesmo? Um carro e uma moto. Ou um carro, uma moto e uma bicicleta… Sim, isso é comum, mas precisa ser evitado. Geralmente os condomínios possuem espaços próprios para motos. Mas, se não houver, o morador que possuir apenas uma moto pode deixá-la na sua vaga de carro.

 

O bom senso é o melhor remédio

Cada condomínio tem as suas características específicas. Portanto, sugere-se que todas essas particularidades sejam vistas de forma individualizada e que sejam buscadas as melhores soluções. Até mesmo as regras básicas citadas anteriormente podem ser revistas e modificadas, desde que visem o melhor para todos os moradores.

 

Quer saber mais sobre estacionamento em seu condomínio? Procure a administradora do condomínio e esclareça todas as suas dúvidas.

Como funcionam as obras de áreas coletivas em condomínios

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Nós sempre estamos buscando modificar algo na nossa casa, seja na decoração ou mesmo através de reformas. Desde que não comprometam a estrutura do prédio nem prejudique os outros moradores, isso não é algo que trará problemas. Todavia, quando a obra precisa acontecer em áreas comuns nos condomínios, existe a necessidade de outros cuidados e da aprovação de todos os condôminos.

Mas é importante que analisemos caso a caso para que você entenda cada uma das particularidades inerentes a esse tema. Vamos lá?

 

1 – Obras necessárias

O artigo 1.341 do Código Civil diz que as obras chamadas de necessárias podem ser realizadas pelo síndico ou por um dos moradores sem a necessidade de convocação de uma Assembleia. São casos de vazamento de um cano de água ou curto circuito que deixou no escuro toda a fachada do prédio.

 

2 – As obras necessárias ficaram muito caras

E se acontecer destas obras necessárias terem gerado um custo muito alto para o condomínio? A medida que deve ser tomada, após o início da obra, é a convocação imediata de uma Assembleia para que todos tomem ciência do ocorrido.

 

3 – Obras necessárias, mas não urgentes

Os casos de reparos ou obras necessárias, mas que não sejam urgentes e que gerem gasto excessivo, precisam da autorização da Assembleia convocada especificamente para tratar deste caso.

 

4 – O que classifica uma obra como necessária?

Dizer que uma obra é necessária é classificá-la como uma ação que busca conservar o bem da coletividade ou evitar a deterioração ou, ainda, evitar acidentes.

 

5 – Uma obrigação do síndico

Muitas vezes reclamamos do síndico que, a todo o momento busca a realização de obras. Todavia, é responsabilidade deste a tomada de atitudes que conservem o bem comum. Caso isso não ocorra, o síndico responde civilmente pelos acidentes causados pelo mau funcionamento.

 

6 – As obras úteis

Cada obra precisa ser analisada, pois carregam consigo a utilidade e a urgência (ou não). As obras úteis são aquelas que facilitam ou aumentam o uso do prédio e suas adjacências. Para que tais empreendimentos saiam do papel e comecem a acontecer de fato, é necessário o voto da maioria dos condôminos.

 

7 – Obras voluptuárias

Essas obras são aquelas que não aumentam o uso normal do condomínio, mas servem apenas de acessório, como uma sauna ou banheira de hidromassagem. Para que estas aconteçam, é necessário o voto de, no mínimo, dois terços dos condôminos.

 

Quer saber mais sobre obras coletivas em seu condomínio? Procure a administradora do condomínio e esclareça todas as suas dúvidas.